A cada novo caso envolvendo ataques de pitbull, a sensação é sempre a mesma: choque, medo e a mesma pergunta que se repete há anos, por que situações assim continuam acontecendo? Nesta semana a jornalista Ana Paula Mendes voltou a levantar esse debate nas redes sociais ao publicar um vídeo explicando, de forma didática e firme, o que diz a legislação do Rio de Janeiro sobre a criação e circulação da raça.
No conteúdo, Ana lembra que, em menos de dois anos, dois casos graves marcaram a Região dos Lagos: Neuzilete Ferraz, conhecida como Lia Hollywood, morreu após ser atacada, enquanto a escritora Roseana Murray sobreviveu, mas perdeu um braço. Embora a pauta não seja nova, cada um desses episódios reacende o sentimento de urgência e revela falhas estruturais no cumprimento da lei.
A jornalista reforça que, desde 2005, existe uma legislação específica para pitbulls no estado: determina cadastro obrigatório, uso de guia curta, coleira, focinheira, proibição de circulação em praias e praças, além da castração aos seis meses. Porém, na prática, a fiscalização é quase inexistente. Municípios não têm estrutura para apreensão, o Estado não atua como deveria e nem mesmo a polícia dispõe de dados consolidados sobre ataques ou punições.
Ao trazer novamente o tema à tona, Ana Paula Mendes destaca que a discussão entre “raça ou tutor” perde força diante do que realmente importa: o cumprimento da lei e a responsabilidade de quem cria. A cada caso que surge, cresce também a percepção de que a falta de fiscalização e a negligência continuam colocando vidas em risco.




